cada vez que te perco
é como seu eu ganhasse um pouco de mim
cada vez que te encontro
é como seu eu me desfizesse
pedra virando areia
que escorrem pelos vãos
de tuas palavras vãs
cada vez que me perco em ti
minha lucidez se esvai
por poros e lábios
liquidificando paixões
que nem sei se eu invento
ou se inventam a mim
por isso que vivo assim
a te perder
e te perdendo
vou aprendendo
a te esquecer
entendo finalmente
que lembrar
é um pouco morrer
por isso escolhi a vida
e o moço doce
com sabor de fruta mordida
por isso escolhi me ter
ao invés de te esperar
pra te (me) perder
segunda-feira, 22 de junho de 2009
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2 comentários:
geração e corrupção do self através de outrem.
ai jonhnny kali,
e outrem não é nada além de meu eu masculino que se auto-gera e auto-destrói infinitamente...
eu sou outrem.
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