Dri Dezotti
(O verde dos campos era claro, um verde limão que ardia nos olhos. Só as florzinhas brancas espalhadas feito micro flocos de neve, aliviavam a vista, principalmente se o olhar deslizasse para o céu azul cheio de pontos prateados feito luz sem realmente ser, feito pó de pirlimpimpim bailando em movimentos quase circulares.)
Meu corpo nú
Sobre a seda colorida
Colocada na relva macia
Coberta de florzinhas brancas e amarelas
Meu corpo inocente
Sentindo a brisa perfumada
E o calor dourado
Do sol chegando devagar
Meu corpo sereno
Pelos pubianos tremulando
O vento da brisa perfumada
O corpo ficando dourado
Na luz do sol da manhã
Os bicos de meus seios
Rígidos e eretos
Sentem pousar borboletas
Azuis e negras
O ventre, se faz tocar por libélulas
Enquanto em meus lábios úmidos pela saliva
Abelhas inofensivas buscam o mel
Um casal de louva-deus copula na curva de minha coxa
A joaninha sobe pela mão direita
Enquanto borboletas amarelas
Formam um diadema entre a testa
E a raiz de meus cabelos
Um filhote de gato-do-mato
Se aconchega entre meu pescoço e o ombro
Pássaros cantam em uníssono ao redor
Uma serpente carente se enrola em meus calcanhares
Deus me beija na face
E eu já não sou mais eu
Sou só natureza natural naturalis.
Sexta-feira santa, santo jejum
sábado, 26 de julho de 2008
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