Alamanda
Queira poder me deitar
Em pedra branca refletindo o sol
À beira de um mar azul intenso
De ilhas mediterrâneas
O corpo nú, úmido do banho fresco
Sentiria o contraste da brisa fria
Na pelve ventre e seios
Contra o quase queimar
Da quentura da pedra
Nos ombros costas e nádegas
Inebriada pelo silêncio do não pensar
Adormeceria levemente
Ouvindo ao longe
O farfalhar dos arbustos
E o incessante ruído do mar calmo.
Da água, da terra e do ar
Surgiriam etéreas ninfas e sereias
Entoando mantras entorpecedores
Elas se aproximariam vagarosamente
E assim, com sensual delicadeza
Me envolveriam com mãos, seios e lábios
Até que, embriagada pelo turbilhão
De oxigênio ondas suspiros sensações
A chama do prazer se reacendesse em meu ventre
E eu descobrisse o que é gozar sem homem.
Sexta-feira da paixão, 2005, delirando em jejum
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
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Um comentário:
Estou aqui imaginando se isso faz parte de um passado de 2005 ou se foi refeito em sua mente que deve estar, neste momento, borbulhando de idéias sublimes, transbordando de maresia, calor e inspirações praianas...
Me conta depois?
Beijos
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