segunda-feira, 29 de junho de 2009

Escultura

qual barro fresco
argila de modelar
meu corpo
vai se (re) formando em suas mãos firmes


qual obra de arte inacabada
vou me (re) fazendo
pelo brilho de seus olhos
este olhar amoroso e profundo
que contém o mundo

qual ser primitivo e tosco que sou
vou me fazendo gente
através da sua doçura
e da sua humanidade

qual flor acanhada
broto assustado e medroso
vou desabrochando aos poucos
ao som da delicadeza
guardada no timbre
de sua voz

mãos,
olhos,
voz,
e alma
de homem
que sabe
exatamente
o que quer.

(bendito seja este inverno
de 2009
frio, molhado e azul!)

2 comentários:

Anônimo disse...

O corpo
massa moldavel divina,
porta para o extase,
território hipersensível.
realidade a parte,mas dentro de si:
Universo.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.