na cabeça um motor
no corpo o torpor
nas mãos braços ombros: dor
no coração um grande amor
eu que era múltipla
que era errante
que era safa
e decidida
me vejo aqui
tonta
parada
atordoada
perdida
na mesma estação
esperando um trem
que passa sem me pegar
cadê eu?
tô aqui
antes é que eu não tava
o amor chegou
não perguntou
e se eu respondi
não ouviu
não quer saber
já se instalou
e eu aqui
assim
lutando em vão
pra dominar a nau
de meu coração
nômade deleuziana
(a que não sai do lugar)
transcendendo a imanência
tirando máscaras
rompendo a aparência
(oxalá ainda me reste
um pouco de decência...)
sábado, 18 de julho de 2009
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