bote de madeira preso com corda em pau beira-rio
borboleta pousada, mexendo levemente as asas
mosca morta em copo de leite
poça d'água morna em sol do meio dia
cortina na janela sem vento
carro quebrado com galinhas dentro
cabeça parou
junto com a notícia
da morte do Igor,
tio Igor, Igor monster
menino amigo
assassinado,
por outro menino
menino que vi nascer
menino-monstro
filho do erro
cabeça parou
coração também
ficou a dor
o medo
a dó do pai
a dó do mundo
e a vontade imensa
de sair daki
correndo com meu filho
escondê-lo numa caverna em São Thomé
num apê em Londres
numa cabana na Patagônia
até o mundo prestar de novo
mas será que um dia
ainda presta?
desalento
cansaço
desencanto
é tudo que me resta.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
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