dri dezotti
No dia em que despertei
Senti dor
Meus olhos doeram com a luz
Minhas pernas doíam por falta de movimento
A base de minhas asas também doíam
por ter ficado tanto tempo sem voar.
No dia em que despertei
Confundi dor com saudade
Luz com cegueira
E senti medo da liberdade
No dia em que despertei
Seu rosto se desfez
Diante de meus olhos
Virou papier machê
De um teatro de fantoches
Dos contos de fadas
Injetados por minha vó em meu cérebro
No dia em que despertei
Percebi que só tinha sobrado
O que sempre tinha sido:
Uma quantidade enorme de “amor pra dar”
Transbordando em meu peito
Desde sempre e sempre mais.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
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