quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O Niilismo por F.Z.F.

Eu nunca fui. Existia materialmente. Fazia o que definiram que eu deveria fazer. Seguia o curso do rio comum, águas límpidas, águas poluídas. E eu nas suas ondas a navegar, sem saber para onde, sem saber quando. Isolado no meio da multidão que também caminhava às cegas. Um enorme rebanho que nada sabe. Um enorme rebanho que tem medo de saber. (FERNANDO ZURITA FERNANDES, O pequeno dragão dourado, 2001, p.44)

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