De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita
caminhando solta no espaço.
Eu fico feia, olhando espelhos com provocação, batendo a escova com força nos cabelos, sujeita à crença em presságios.
(...)
(ADÉLIA PRADO, 1991. p.199)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
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